História do
Diaconato Permanente em Niterói
A
nossa história começou assim:
Dom
Carlos Alberto, ao assumir o governo Arquidiocesano, manifestou
logo o desejo de se implantar Diaconato Permanente na
Arquidiocese. Monsenhor João Alves Guedes, então
coordenador geral de Pastoral, fez uma carta de consulta
ao clero sobre a viabilidade ou não de se implantar
a formação diaconal. A resposta do clero
foi bastante acanhada. Poucos meses depois apareceu a
idéia de se realizar um Sínodo na comemoração
do centenário de criação da Arquidiocese.
Depois dos trabalhos preparatórios o Sínodo
aconteceu em onze sessões de 1993 a 1994 que aprovou,
através da autoridade do então Arcebispo
Dom Carlos Alberto, o Documento Sinodal que determinou,
na página 63, nº 93, o seguinte: “Instaurar
o Diaconato Permanente na Arquidiocese”.
Imediatamente
começou-se o trabalho de seleção
para possíveis aspirantes à sagrada ordem
diaconal. Neste trabalho, Mons. João Alves Guedespude
pode contar com a colaboração dos padres
Cássio, Tarcísio e Manuel, onde começou
a formação nos sábados ajudados pelo
Instituto de Formação Estrela da Evangelização.
Em
16 de dezembro de 2000, quando o Arcebispo completava
25 anos de ordenação Episcopal, foram ordenados
os dezessete primeiros Diáconos, no Estádio
do Caio Martins. Nesta data a Igreja que está em
Niterói começava escrever uma nova página
bastante amadurecida com a primeira comunidade diaconal.
Pensava-se inaugurar logo uma escola para a formação
dos futuros diáconos. Não foi assim: somente
dois anos depois, Dom Carlos Alberto encarregou a Monsenhor
Guedes para retomar os trabalhos. Começamos a elaborar
o Estatuto com a preciosa colaboração de
alguns diáconos. Parecia que a Escola Diaconal
estava pronta para nascer no inicio de 2003. Não
era assim que o Senhor determinou: o Arcebispo caiu enfermo
nos meados do mês de janeiro e no dia da festa da
Apresentação do Senhor a Arquidiocese se
tornou sede vacante com o falecimento de Dom Carlos Alberto
Etchandy Gimeno Navarro. Todos os projetos foram suspensos;
não as esperanças.
Em 24 de novembro do mesmo ano tomava posse, como Arcebispo
de Niterói, Dom Frei Alano Maria Pena que convocou
Mons. João Alves Guedes, os Diáconos Reginel,
José Carlos e Luiz Carlos para um encontro. Naquela
ocasião foi entregue o Estatuto, toda a elaboração
do curso com as disciplinas, sugestões de local
de funcionamento da Escola, os dias e horas das aulas.
Dois dias depois o Senhor Arcebispo telefonou para o MOns.
Guedes dizendo: “gostei de tudo o que li, vi e ouvi;
comece logo a Escola Diaconal”. E foi assim que
no dia 03 de agosto de 2004 nascia a Escola Diaconal Maria
Auxiliadora.
No
dia 15 de maio de 2004, a Escola Diaconal Maria Auxiliadora,
começou com apresentação dos possiveis
candidatos e teve um relato através de uma lindíssima
dinâmica que foi assim:
Aos
quinze dias do mês de maio de 2004, no Seminário
Arquidiocesano São José de Niterói,
sob a direção do Monsenhor João Alves
Guedes, auxiliado pelos membros da Comissão Arquidiocesana
para o Diaconato Permanente, reuniram-se quarenta e dois
homens, futuros alunos da Escola Diaconal Maria Auxiliadora,
apresentados pelos seus respectivos Párocos, tendo
como objetivo um maior conhecimento dos então postulantes
e a apresentação do Regimento e das normas
da nova Instituição de Formação
Diaconal. Ao final da reunião foi aplicada uma
dinâmica onde os referidos postulantes, com um breve
texto, manifestaram suas expectativas e preocupações:
Uma
vez, na Arquidiocese de Niterói, na manhã
do dia 15 de maio de 2004, sábado, reunidos no
Seminário São José, um grupo de homens
que professa a fé católica, com o auxílio
do Espírito Santo, receberam um chamado da Igreja
para servir a Cristo na pessoa do irmão. Com espírito
de doação, amor e gratidão a Deus,
por amor à Igreja, Diaconisa do Reino, sob o auxílio
de Maria, embora cheios de dúvidas em seus corações,
disseram SIM para a honra e glória do PAI, inaugurando
a Escola Diaconal Maria Auxiliadora no intuito de aprimorar
a formação de novos homens para o serviço
Diaconal através do discernimento vocacional. Desejosos
de estarem juntos ao CRISTO SERVO, comprometidos e determinados,
apesar de servos inúteis, para colaborar com o
senhor Arcebispo e os presbíteros, apoiados pelas
comunidades e seus familiares, em união com toda
Igreja, evangelizando a sociedade e a família,
valorizando o celibato, testemunhando a transformação
realizada por Cristo em suas vidas, pediram a Deus que
enviasse o Espírito Santo e os enchesse de conhecimentos,
de sabedoria, humildade e obediência, para o propósito
de anunciarem a boa nova do Reino.